A Moralização da Estética:
A Arte entre a Liberdade de Criar e o Medo de Julgar
A Moralização da Estética: A Arte entre a Liberdade de Criar e o Medo de Julgar
Se na política a crítica é uma questão de poder, na Arte, a crítica é uma questão de existência. Aprofundar a "Crítica dos Críticos" no campo estético exige entender que a arte não sobrevive no vácuo; ela precisa do olhar alheio para se completar.
O problema surge quando o crítico deixa de ser um "tradutor" da obra para se tornar um "porteiro" do que é ou não admissível.
O Crepúsculo do Especialista e a Ascensão do Algoritmo
Historicamente, o crítico de arte (como um Clement Greenberg ou um Giulio Carlo Argan) detinha o poder de consagrar ou destruir carreiras com base em repertório técnico e histórico. Hoje, a "Crítica dos Críticos" na arte é marcada por uma democratização agressiva, mas também por uma perda de profundidade.
A Crítica de Reação: O público, empoderado pelas redes sociais, agora critica o crítico profissional. Se um especialista aponta a superficialidade de uma obra popular, ele é acusado de elitismo.
O Tribunal do "Gosto": A liberdade de expressão na arte está sendo reduzida à frase "é a minha opinião". Isso esvazia o debate técnico e transforma a crítica em um embate de egos, onde a análise da técnica (composição, luz, harmonia) é substituída pelo sentimento imediato.
A "Moralização" da Estética
Um dos pontos mais sensíveis da crítica de arte atual é a substituição do julgamento estético pelo julgamento moral.
Muitas vezes, a crítica a um crítico de arte ocorre porque ele ousou elogiar a técnica de uma obra cujo autor possui um histórico pessoal questionável, ou porque a obra desafia tabus contemporâneos. Aqui, a liberdade de expressão sofre um ataque bifronte:
A Censura do Artista: O medo de criar algo que seja "cancelado" pelos críticos morais.
A Censura do Crítico: O medo de analisar a arte puramente como arte, sem as lentes da correção política ou do ativismo.
"A arte não deve ser julgada pelo tribunal da moral, mas pelo tribunal da sensibilidade e da inteligência." — Quando submetemos a estética à moralidade absoluta, matamos a vanguarda.
O Embate: Técnica vs. Mensagem
A Arte como Espaço do "Inaceitável"
A liberdade de expressão na arte é o direito de ser inútil, incômodo ou incompreensível. A crítica aos críticos deve ser feita para garantir que o espaço da arte continue sendo um laboratório de experiências humanas, e não um panfleto de certezas.
Quando criticamos um crítico por ele ser "rígido demais", estamos pedindo mais abertura. Mas quando o criticamos por ele "permitir que certas obras existam", estamos pedindo censura. É um equilíbrio delicado: a liberdade de expressão protege o direito de criar o grotesco, assim como protege o direito de alguém dizer que aquilo é um lixo. O que ela não deveria proteger é o poder de um grupo de impedir que a obra e sua crítica coexistam.
O Próximo Passo
A arte sempre antecipa as tensões da sociedade.
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