Sociedade Bíblica do Brasil

Escola Biblica - 2º Trimestre 2019

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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Ciência da história no século XIX

Ciência da história no século XIX

O desenvolvimento da ciência da história no século XIX ocorreu sobretudo na França e na Alemanha, em um contexto de eferverscência filosófica e científica.


Wilhelm Von Humboldt foi um dos intelectuais que sistematizaram o conhecimento histórico no século XIX *Wilhelm Von Humboldt foi um dos intelectuais que sistematizaram o conhecimento histórico no século XIX *

No século XIX, muitas ciências foram sistematizadas, recebendo um tipo de configuração (procedimentos metodológicos, formas de investigação etc.) que as tornaria respeitáveis. A sociologia e a antropologia são exemplos dessas ciências. A história, como veremos, também está entre elas. O que chamamos de ciência da história desenvolveu-se, propriamente, no século XIX.
Os dois países que são considerados os berços da moderna ciência da história são França e Alemanha. A filosofia alemã, na virada do século XVIII para o XIX, estava envolta à tradição metafísica, sobretudo derivada das reflexões de Immanuel Kant e de Herder. Depois, houve as correntes de Hegel e de Schopenhauer. Em meio a essa atmosfera de discussão filosófica, a história se desenvolvia enquanto um conceito singular, isto é, passava a existir como “História Universal”, e não mais como “histórias particulares”. Era a história da humanidade como um todo.
O chamado historicismo (corrente teórica que buscou pensar a história a partir de sua singularidade) desenvolveu-se fundamentalmente na Alemanha ao longo do século XIX. Nesse país houve um grande peso da tradição interpretativa de textos (que recebeu o nome de hermenêutica), em razão, sobretudo, da Reforma Luterana, que infundiu na teologia o estudo da exegese de textos bíblicos. Essa tradição interpretativa chegou até os círculos e intelectuais e poetas do romantismo alemão, dentre ele Goethe e Schiller.
Esse ambiente de embate entre a tradição metafísica e a hermenêutica provou longas discussões nas quais as reflexões sobre a história foram inseridas. A história, para os historicistas, deveria, ao contrário das ciências naturais, pautar-se pela categoria da compreensão, e não da explicação científica. Compreender implicava interpretar e criar ao mesmo tempo, isto é, mesclar elementos objetivos e subjetivos. O principal historiador a fazer essa mescla e a defender o trabalho do historiador nessa direção foi Wilhelm Von Humboldt, cujo clássico ensaio “Sobre a Tarefa do Historiador” até hoje é lido e reinterpretado.
A compreensão, segundo Humboldt, não podia ser reduzida à explicação demonstrativa, de caráter matemático, como ocorre na física. Compreender exigia um diálogo com o passado, com a tradição. A tradição fornece-nos um horizonte de compreensão, as bases para agirmos no presente. A história, enquanto disciplina com elementos científicos, não pode prescindir da compreensão, haja vista que, mais que explicar rigorosa e definitivamente o passado, a história oferece aos homens do presente condições para agir, para administrar a sua existência.
Na França, também durante o século XIX, desenvolveu-se a chamada Escola metódica(ou Escola histórica metódica), que possuía a pretensão de tornar a história uma ciência metodologicamente rigorosa, tendo como modelo as ciências naturais. O modelo que se seguia, inclusive, era o das ciências físicas. Essa pretensão era infundida pelo positivismo, pensado por August Comte, então em voga na França.
Apesar das justas críticas que recebeu de historiadores do século XX, a Escola metódica francesa foi de fundamental importância para atribuir confiabilidade ao método histórico. Por exemplo, com relação à concepção de tempo (que é um dos principais conceitos históricos): para os metódicos, o tempo era sempre passível de investigação quando era curto, o tempo dos acontecimentos, dos fatos cumulativos. No século XX, essa ideia de tempo alargou-se, haja vista que havia uma noção de tempos múltiplos, breves e longos que se entrelaçavam, e não apenas o tempo linear e progressivo.
Com relação à definição de história: para os metódicos, a história era entendida como ciência nos moldes positivistas; no século XX, a história também era concebida como ciência, porém com a particularidade de ser uma ciência “dos homens no tempo”, como a definiu o historiador francês Marc Bloch. Além disso, com relação às fontes (ou documentos), que é outro conceito de grande importância para a história, os metódicos privilegiavam as fontes escritas, os documentos escritos, não se atendo muito às demais formas de testemunho da história humana. No século XX, os historiadores passaram a considerar “documento histórico” tudo aquilo que o homem produziu ao longo de sua existência.
* Créditos da imagem: Shutterstock e 360b

Fonte de referência, estudos e pesquisa: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiageral/ciencia-historia-no-seculo-xix.htm

segunda-feira, 17 de junho de 2019

LIÇÃO 12 - A NUVEM DE GLÓRIA - 2º Trimestre 2019

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Efésios 5:22 e a questão da submissão da Mulher

Efésios 5:22 e a questão da submissão da Mulher



Resolvi escrever sobre a questão da submissão da mulher no texto de Efésios 5:22, pois tenho percebido que ele tem sido mal interpretado,mal compreendido e usado de forma errada , segue abaixo o texto bíblico: 

 “As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor,”.
Efésios 5:22 ACF
Ao contrario do que alguns podem pensar a submissão da mulher ao marido na Bíblia, não significa inferioridade da mulher, a submissão de efésios 5:22 é na verdade uma referencia as funções estabelecidas por Deus para o homem e para a mulher pois a escritura afirma que o homem deve ser o cabeça o líder do lar, e a mulher sua auxiliadora e ajudadora, estar ao seu lado lhe ajudando a tomar decisões e manter a ordem no lar. vejamos Efésios 5:
“pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador.” Efésios 5:23 NVI
A palavra grega que é traduzida por submissão é a palavra grega “Ὑποτάσσω” que de acordo com os dicionários de grego bíblico significa: “reconhecer a liderança de”.
Percebam que o significado literal da palavra, nada tem a ver com inferioridade e sim com questões de organização e ordem no lar. Vejamos como o pastor e escritor Augustus Nicodemus, define a submissão da mulher ao marido em seu livro “ A Bíblia e sua Família” ele afirma:

“Sujeitar-se significa ‘ colocar-se sob autoridade de alguém, submeter-se, obedecer’. O conceito neotestamentário de submissão a alguém que está em autoridade não implica a inferioridade do que se sujeita nem a superioridade do que está em autoridade. Trata-se de funções, e não de valor pessoal...homem e mulher são iguais, embora desempenhem papeis diferentes”
O texto de efésios 5:22, não é um texto tratando de uma questão cultural da época , pois o seu autor logo após o versículo 22 apresenta um motivo teológico, motivo pelo qual a mulher deve ser submissa(submissa=reconhecer a liderança do marido)

“pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos.”
Efésios 5:23,24 NVI
Atualmente acho que a palavra submissão tem sido entendida como: ser inferior, escravidão e outras, mas submissão na Bíblia é algo feito com livre e espontânea vontade, e não algo forçado de acordo com o sentido da palavra grega Ὑποτάσσω' que é estar sobre a liderança de alguém, e também ajudando essa liderança, por isso creio que uma melhor tradução de efésios 5:22 seria:
Texto Grego :
αι γυναικες τοις ιδιοις ανδρασιν υποτασσεσθε ως τω κυριω

Minha tradução:

“mulheres reconheçam que o marido é o líder, assim como vocês aceitam que o Senhor é”.

“A Bíblia Jamais afirma que a Mulher é inferior ao homem, pelo contrario a função dela é de ser uma ajudadora do homem” E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. ”

Gênesis 2:18 ACF 
 A palavra ajudadora no texto hebraico é a palavra עֵזֶר que significa: “ajudadora, alguém que presta auxilio, ajuda, alguém que esta ao lado de.”.
Já a palavra “idônea” no texto hebraico é a palavra נֶגְדּוֹ que de acordo com o dicionário do hebraico bíblico de Strong e outros significa: “oposto a ele”, “correspondendo a ele”, o dicionário de Gesenius Hebrew- Chaldee acrescenta o significado de “semelhante”.

Até Cristo foi submisso, a Bíblia diz que Ele foi submisso aos seus pais Lucas 2:21, e a palavra submisso desse versículo é a mesma que aparece em efésios 5:22 a palavra grega “Ὑποτάσσω”isso não significa que Cristo sendo Deus ,era inferior a a seres humanos, pois estava guardando o mandamento de honrar pai e mãe, e isso não o tornou inferior ou de menos importância que seus pais , mais o tornou alguém que reconhece e respeita a autoridade benéfica dos pais que tinha por objetivo a sua proteção, para Ele sendo uma criança na época. 

Pessoas mal intencionadas se utilizam desse versículo de forma errada, para humilhar, rebaixar e inferiorizar suas esposas, mas a Bíblia não ensina isso pelo contrario quando fala da submissão que as esposas devem ter para com os maridos, também no mesmo trecho ordena aos maridos que:
“Maridos amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela Efésios 5:25” NVI 
“Da mesma forma, os maridos devem amar as suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo.Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja,”
Efésios 5:28,29 NVI

"Mulheres sujeitem-se a seus maridos, como convém a quem está no Senhor.

Maridos, amem suas mulheres e não as tratem com amargura."
Colossenses 3:18,19 NVI

Quem ama não rebaixa a pessoa amada pelo contrario faz de tudo para ver a pessoa amada feliz. Como afirmam esses versículos o marido deve amar, cuidar e proteger a sua esposa.

Sobre a questão da submissão da mulher Ellen White afirma:
“Precisamos ter o Espírito de Deus ou jamais teremos harmonia no lar. A esposa, se tem o Espírito de Cristo, terá cuidado de suas palavras; controlará seu espírito, será submissa, e não sentirá contudo que seja uma escrava, mas uma companheira de seu marido. Se o marido é servo de Deus, não procederá como senhor de sua esposa; não será arbitrário e exator. Nunca é excessivo o zelo com que acariciamos as afeições do lar, pois se o Espírito do Senhor habita aí, o lar é um tipo do Céu. ... Se um erra, o outro exercitará a tolerância cristã em vez de repelir com frieza.” O Lar Adventista Pág. 118
“Nem o marido nem a esposa devem pensar em exercer governo arbitrário um sobre o outro. Não intentem impor um ao outro os seus desejos. Não é possível fazer isso e ao mesmo tempo reter o amor mútuo. Sede bondosos, pacientes, longânimos, corteses e cheios de consideração mútua. Pela graça de Deus podeis ter êxito em vos fazerdes mutuamente felizes, como prometestes no voto matrimonial. “ O Lar Adventista Pág. 118
Sobre o tema o teólogo John Piper diz:
"Submissão não significa abandonar o seu cérebro no altar"

Ao estabelecer a família , Deus também estabeleceu diferentes funções para o homem e para a mulher. Apesar de have-los criado iguais, Deus distribuiu-lhes deveres e privilégios distintos

Conhecer e assumir os papéis, deveres, privilégios e funções do marido e da mulher, segundo Deus os nomeou, é um princípio de fundamental importância para o sucesso do casamento.

Em sua infinita graça Deus designou um membro do lar como líder, protetor e provedor, e outro como sua companheira, amiga e complemento, a mulher é o coração do lar, alguém para ajudar o homem em sua liderança do lar e a tomar decisões.
Referencias bibliográficas:

O léxico hebraico Brown, Driver e Briggs (BDB).
Francis Brown, The Brown-Driver-Briggs Hebrew and English Lexicon (Hendrickson, 2007) 617.
O léxico de Strong Hebraico e grego 
Friedrich Wilhelm Gesenius, Léxico Hebraico-Caldéia de Gesenius às Escrituras do Antigo Testamento, tradução do alemão para o inglês de Samuel Prideaux Tregelles (Londres: Samuel Bagster and Sons, 1857).
Francis Brown, The Brown-Driver-Briggs Hebrew and English Lexicon (Hendrickson, 2007) 617.
Novo testamento grego 
Bíblia hebraica stuttgartensia
O Lar Adventista pág.118
A Bíblia e sua Família-Exposições bíblicas sobre o casamento, família e filhos . Augustus Nicodemus Lopes e Minka Schalkwijk Lopes. Editora cultura cristã, pág. 32-33

Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://verdadepresent.blogspot.com/2017/06/efesios-522-e-questao-da-submissao-da.html

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