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sábado, 31 de março de 2018

Prova da Veracidade Incontestável da Bíblia Sagrada

Prova da Veracidade Incontestável da Bíblia Sagrada

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O maior, melhor e mais confiável documento de todos os tempos é a Bíblia Sagrada. Suas afirmações são continuamente confirmadas, como mostra o artigo a seguir e suas comprovação histórica que não necessitam de verificação pois a sua própria história se confirma por milhares de anos.
Novas escavações, achados arqueológicos, escritos antigos, descobertas surpreendentes e avanços no conhecimento científico confirmam o que a Bíblia diz. Um recente documentário da BBC comprovou que o êxodo dos israelitas do Egito foi real.
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Os registros bíblicos poderiam estar certos 
O relato bíblico da saída do povo de Israel do Egito pode ser comprovado cientificamente. Segundo um documentário da televisão britânica BBC, os resultados de pesquisas científicas e os achados e estudos de egiptólogos e arqueólogos desmentem a afirmação de que o povo de Israel jamais esteve no Egito. Contrariamente às teses de alguns teólogos, que afirmam que o livro de Êxodo só foi escrito entre o sétimo e o terceiro séculos antes de Jesus Cristo, os pesquisadores consideram perfeitamente possível que o próprio Moisés tenha relatado os fatos descritos em Êxodo – o trabalho escravo do povo hebreu no Egito, a divisão do Mar Vermelho e a peregrinação do povo pelo deserto do Sinai. Eles encontraram indícios de que hebreus radicados no Egito conheciam a escrita semita já no século 13 antes de Cristo. Moisés, que havia recebido uma educação muito abrangente na corte de Faraó, teria sido seu sábio de maior destaque. E isso teria dado a ele as condições para escrever o relato bíblico sobre a saída do Egito, conforme afirmou também um documentário do canal cultural franco-alemão ARTE.

Pragas bíblicas?
Segundo o documentário, algumas inscrições encontradas em palácios reais egípcios e em uma mina, bem como a descrição detalhada da construção da cidade de Ramsés, edificada por volta de 1220 a.C. no delta do Nilo, comprovariam que os hebreus realmente viveram no Egito no século 13 antes de Cristo. A cidade de Ramsés só existiu por dois séculos e depois caiu no esquecimento, portanto, o relato só poderia vir de uma testemunha ocular. Também as dez pragas mencionadas na Bíblia, que forçaram Faraó a libertar o povo de Israel da escravidão, não poderiam ser, conforme os pesquisadores, uma invenção de algum escritor que viveu em Jerusalém cinco séculos depois…

Moisés recebeu a lei no monte Karkom
Do mesmo modo, o mistério do monte Horebe, onde Moisés recebeu os Dez Mandamentos, parece que está começando a ser desvendado pela ciência. No monte Sinai, onde monges do cristianismo primitivo imaginavam ter ocorrido a revelação de Deus, os arqueólogos nunca encontraram qualquer vestígio da presença de 600.000 homens. Em contrapartida, porém, ao pé do monte Karkom, localizado na região fronteiriça egípcio-israelense, foram encontrados os restos de um grande acampamento, as ruínas de um altar e de doze colunas de pedra. Essa concordância com a descrição no livro de Êxodo (Êx 24.4) provaria, segundo citação dos cientistas na BBC, que o povo de Israel realmente esteve por um certo tempo no deserto”. (Idea Spektrum, 8/2000)
Não há dúvida de que os relatos bíblicos são corretos. Lemos no Salmo 119.160: “As tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e cada um dos teus justos juízos dura para sempre.” Nosso Senhor Jesus confirmou a veracidade de toda a Palavra de Deus ao orar: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). Nessa ocasião já existiam os escritos do Antigo Testamento, portanto, Jesus confirmou todo o Antigo Testamento, a partir do livro de Gênesis, como sendo a verdade divina.
No Egito, Israel tornou-se um grande povo, exatamente como Deus havia prometido a Abraão séculos antes (Gn 12.1-3). Quando Israel ainda nem existia como nação, Deus já disse a Abraão: “Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas” (Gn 15.13-14). Foi o que aconteceu com exatidão sob a liderança de Moisés alguns séculos mais tarde. Mas por que Israel foi conduzido para fora do Egito? Para tomar posse de uma terra que Deus lhe havia prometido, pois nessa terra deveria nascer como judeu o Salvador Jesus Cristo.
Hoje muitas pessoas não querem crer em Jesus e na Sua obra de salvação, por isso colocam em dúvida a veracidade das histórias bíblicas, pois gostariam de interpretá-las de outra maneira. Mas ninguém o conseguiu até hoje, pois continuamente são encontradas novas provas que confirmam a exatidão dos relatos bíblicos. Como poderia ser diferente, se o texto original da Bíblia foi inspirado pelo próprio Deus?
Muitas falsas doutrinas, ideologias e teorias têm sua origem em uma postura contrária a Deus. Karl Marx e Friedrich Engels, por exemplo, odiavam tudo que dizia respeito a Deus. Charles Darwin também rejeitava a Deus. Ele desenvolveu a teoria da evolução porque tinha se afastado conscientemente de Deus. Evidentemente, quando se faz isso, precisa-se buscar uma nova explicação para tudo o que existe visivelmente. Mas o pensamento lógico já nos diz que aquilo que nossos olhos vêem não pode ter surgido por si mesmo. Peter Moosleitner (que por muitos anos foi redator-chefe da popular revista científica alemã PM) acertou em cheio ao afirmar: “Tomemos a explosão inicial, talvez há 16 bilhões de anos – ali reinavam condições que conseguiam reunir, num espaço do tamanho da ponta de uma agulha, tudo o que forma o Universo. Então, esse ponto se expandiu. Segundo essa concepção, temos duas alternativas: (1) Paramos de perguntar pelas origens do Universo. (2) Se existe algo capaz de colocar o Universo inteiro na ponta de uma agulha, como poderei chamá-lo, a não ser de Deus?”
Mas, na verdade Deus é infinitamente maior! Ele criou tudo a partir do nada, através de Sua Palavra, e isso não aconteceu há bilhões de anos, mas há cerca de 6000 anos atrás, em apenas seis dias. Hebreus 11.3 diz: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.” A Palavra de Deus não é apenas absoluta verdade e absolutamente poderosa, ela também salva por toda a eternidade, concede vida eterna, livra do juízo, e vence até a própria morte. Jesus Cristo diz: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24).

(Norbert Lieth – http://www.chamada.com.br)

Fonte de referência, estudos e pesquisa:




sexta-feira, 30 de março de 2018

Aprendendo a Aprender

Aprendendo a Aprender. - É um vídeo educacional para fins acadêmicos. - É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja passageiro, que se mantenha através do tempo, que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção, permanentemente. É preciso também pensar o novo, reconstruir o velho, reinventar o pensar. Precisamos cada vez mais na educação de uma resposta quantitativa a necessidade de aprendizagem. Uma bagagem escolar cada vez maior, mas não basta de fato, que cada um acumule no começo da vida uma quantidade de conhecimentos de que possa abster-se indefinidamente. É, antes, necessário estar a altura de aproveitar e explorar, do começo ao fim da vida, ocasião para aprofundar e enriquecer seus conhecimentos e adaptar-se a um mundo de mudanças. Para poder dar resposta ao conjunto das suas missões, a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda vida, serão para o indivíduo, os pilares do conhecimento.

Praça dos Cristais

quarta-feira, 28 de março de 2018

TEORIA DO CONHECIMENTO - AULA 5 - NA HISTÓRIA DA FILOSOFIA MODERNA - EM POWER POINT

LIÇÃO Nº 01 - 2º TRIMESTRE 2018 - O QUE É A ÉTICA CRISTÃ - EM POWER POINT

Teoria do Conhecimento - Aula 5 - Na história da Filosofia Moderna

LIÇÃO 01 - O QUE É ÉTICA CRISTÃ - 2º Trimestre 2018

domingo, 25 de março de 2018

COMO FAZER SWING POI | MALABARISMO

Os atos de justiça de um crente são trapos imundos?

Kevin DeYoung - Os atos de justiça de um crente são trapos imundos?

Muitos são os cristãos que creem que todos os seus atos justos não passam de trapos imundos. Afinal, é o que Isaías 64.6 parece dizer: até mesmo nossos melhores feitos são imundos e destituídos de valor. Mas não penso ser isso que Isaías quis dizer. Os “atos de justiça” que Isaías tinha em mente eram, muito provavelmente, os rituais superficiais oferecidos por Israel, desprovidos de uma fé e de uma obediência sinceras. 

Em Isaías 65.1-7, o Senhor rejeita os sacrifícios pecaminosos de Israel. Eles são um insulto ao Senhor, fumaça para seu nariz, assim como a “obediência” ritualista de Isaías 58 não impressionou ao Senhor porque seu povo continuava oprimindo o pobre. Os “atos de justiça” eram “trapos imundos” porque não eram nem um pouco justos. Tinham aparência boa, mas não passavam de farsa, literalmente uma cortina de fumaça para acobertar a incredulidade e a desobediência deles. Por isso, não deveríamos pensar que todo “ato de justiça” nosso é como trapos imundos aos olhos de Deus. Aliás, no versículo anterior, Isaías 64.5, Isaías declara: “Vens ajudar aqueles que praticam a justiça com alegria, que se lembram de ti e dos teus caminhos”. Não é impossível o povo de Deus praticar atos de justiça que agradam a Deus. John Piper explica: 
“Às vezes as pessoas são descuidadas e falam de forma negligente sobre toda a justiça humana, como se não houvesse nada que agradasse a Deus. Muitas vezes elas citam Isaías 64.6 que diz que nossa justiça é como ‘trapo de imundícia’. É verdadeiro – gloriosamente verdadeiro – que ninguém do povo de Deus, antes ou depois da cruz, seria aceito pelo Deus imaculadamente santo se a justiça perfeita de Cristo não nos fosse imputada (Romanos 5.19; 1 Coríntios 1.30; 2 Coríntios 5.21). Mas isso não quer dizer que Deus não produza nessas pessoas ‘justificadas’ (antes e depois da cruz) uma justiça experiencial que não é ‘trapo de imundícia’. Ao contrário, ele o faz; e essa justiça é preciosa a Deus e é exigida, não como fundamento da justificação (que é a justiça de Cristo somente) mas como evidência de sermos filhos verdadeiramente justificados de Deus”.[1] 

É perigoso ignorar-se a suposição, e expectativa, da Bíblia, de que a justiça é possível. É claro que nossa justiça jamais é capaz de aplacar a ira de Deus. Precisamos da justiça imputada de Cristo para isso. Tem mais: não temos como produzir justiça em nossa própria força. Mas como crentes nascidos de novo, é possível agradarmos a Deus por meio de sua graça. Os que geram fruto em cada boa obra e crescem no conhecimento de Deus são totalmente agradáveis a Deus (Cl 1.10). Apresentar nosso corpo como sacrifício vivo agrada a Deus (Rm 12.1). Cuidarmos de nosso irmão mais fraco agrada a Deus (Rm 14.18). Obedecer nossos pais agrada a Deus (Cl 3.20). Ensinar a Palavra de forma autêntica agrada a Deus (1 Ts 2.4). Orar por autoridades de governo agrada a Deus (1 Tm 2.1-3). Sustentar familiares em necessidade agrada a Deus (1 Tm 5.4). Partilhar recursos financeiros com outros agrada a Deus (Hb 13.16). Agrada a Deus quando guardamos os seus mandamentos (1 João 3.22). Em linhas gerais, sempre que você confia em Deus e o obedece, ele se agrada disso.[2] 

Pensamos ser marca de sensibilidade espiritual considerar tudo que fazemos como moralmente suspeito. Mas essa não é a forma da Bíblia pensar acerca da justiça. Ainda mais importante, tal tipo de resignação não retrata a verdade acerca de Deus. A. W. Tozer está correto:
Um mundo de infelicidade sobrevém a bons cristãos até mesmo hoje, a partir de um falso entendimento de quem Deus é. Pensa-se na vida cristã como algo lúgubre, um carregar de cruz cuja monotonia não sofre solução de continuidade, sob os olhos de um Pai rígido que espera muito e nada desculpa. Ele é austero, rabugento, tremendamente temperamental e extremamente difícil de agradar.[3] 

Mas esta não é a forma de se enxergar o Deus da Bíblia. Nosso Deus não é um capataz caprichoso. Não é hipersensível nem inclinado a ataques de raiva por causa da menor ofensa. Ele é tardio em irar-se e cheio de amor (Ex 34.6). “Ele não é difícil de agradar”, relembra-nos Tozer, “embora possa ser difícil de satisfazer”. [4] Por que é que imaginamos um Deus tão indiferente diante de nossas sinceras tentativas de obedecer? Ele é, afinal de contas nosso Pai celeste. Que pai seria capaz de olhar para o cartão de aniversário feito pela filha e reclamar porque não gostou das cores? Que mãe haveria de dizer ao filho, depois deste limpar a garagem, mas colocar as latas de tinta nas prateleiras errada: “Isso tudo nada vale aos meus olhos”? Que tipo de pai ou mãe reage com impaciência diante do primeiro tombo do filho ao aprender a andar de bicicleta? Não há justiça que nos torne retos diante de Deus exceto pela justiça de Cristo. Mas para os que foram feitos retos diante de Deus exclusivamente pela graça mediante a fé, tendo, portanto, sido adotados na família de Deus, muitos de nossos atos de justiça não só não são imundos aos olhos de Deus, eles são doces, preciosos e agradáveis a ele. 

[1] John Piper, Graça Futura (São Paulo, SP: Shedd Publicações, 2009), pág. 148 [2] Veja Wayne Grudem, “Pleasing God by Our Obedience”, em For the Fame of God’s Name: Essays in Honor of John Piper, ed. Sam Storms and Justin Taykir (Wheaton, IL: Crossway, 2010), pág. 277. 
[3] A. W. Tozer, The Best of A. W. Tozer, Volume 1 (Grand Rapids, MI: Baker, 1978), pág. 121. [4] Ibid.

Fonte: http://www.blogfiel.com.br/2013/03/os-atos-de-justica-de-um-crente-sao-trapos-imundos.html

sábado, 24 de março de 2018

Cana Luísa Criativa

Olá! Te convido para visitar o canal do Youtube a seguir, deixar um super like e se realmente gostar, se inscreva e deixe o seu comentário. Bom final de semana! 


 https://youtu.be/PzKHoKyBtTE

terça-feira, 20 de março de 2018

LIÇÃO 12 - EXORTAÇÕES FINAIS NA GRANDE MARATONA DA FÉ - Em PDF

LIÇÃO 12 - EXORTAÇÕES FINAIS NA GRANDE MARATONA DA FÉ

segunda-feira, 19 de março de 2018

Profetismo e Profetas Bíblicos

Profetismo e Profetas Bíblicos


“Se você sofre com a desobediência do povo de Deus – chore ao lado de Jeremias. Se precisares decidir entre adorar a Deus ou ao ídolo do rei – aprenda com Daniel. Se precisares de purificação apresente a língua a Isaías”.

Essa máxima ilustra o quanto os livros dos profetas têm orientado e fortalecido a fé de muitos cristãos em todo o mundo e em todas as épocas. O aforismo também demonstra a condescendência e empatia dos fiéis profetas de Yahweh com o sofrimento de todos os cristãos portadores de uma mensagem divina, quer seja para o mundo, quer seja para a igreja. Somente este fato já seria suficiente para impelir-nos a estudar conscienciosamente os livros proféticos.
Para compreendermos os livros proféticos, não é necessário apenas uma empatia existencial entre o texto e o leitor, como deseja a nova hermenêutica, mas uma introspecção com o ambiente histórico-cultural do autor. A Bíblia não é apenas importante pelo que significa para nós hoje, mas, por tratar de questões histórico-vivenciais do passado que se tornaram, pela inspiração divina, Palavra de Deus. É assim que os Salmos messiânicos de Davi, que tratam do sofrimento do monarca, não se interpretam somente à luz da história do rei, mas também à luz da revelação histórica e profética posterior - Jesus Cristo.
O Ofício Profético e Sua Instituição
O ofício profético organizado em Israel remonta aos dias do profeta Samuel. Foi ele quem deu origem ao ofício de profeta como uma ordem ou classe organizada. Nesse sentido, ele é “o primeiro dos profetas” – distinção que as Escrituras neotestamentárias reconhece perfeitamente: “E todos os profetas desde Samuel, todos quantos depois falaram, também anunciaram estes dias” (At 3.24 cf. 13.20; Hb 11.32).
As escolas de profetas foram fundadas a partir dos dias de Samuel e não anteriormente. A primeira menção dessa classe organizada é a escola por ele fundada, que ficava em Ramá (1 Sm 19.20). Essas escolas eram centros de vida religiosa, onde se buscava a comunhão com Deus mediante a oração e meditação. É evidente que estudavam as profecias, inquirindo sobre o tempo de seu cumprimento (1 Pd 1.10-12), além de recordarem os grandes feitos de Deus no passado. Através dessas escolas, cresceu em Israel uma ordem profética reconhecida (2 Rs 2.3,5).[1]
O Profeta Normativo
Sabe-se que, mesmo antes da organização dos profetas como uma ordem, eles remontam aos primórdios bíblicos: Abraão, Moisés e o próprio Samuel, são usados como referências (Dt 18.15; Jz 4.4; 2 Rs 22.14; 1 Sm 3.20).
Abraão foi a primeira pessoa a quem a Escritura chama de profeta (Gn 20.7 cf. Sl 105.15). A normatização veio posteriormente através da vida e pessoa de Moisés, que passou a constituir padrão de comparação para todos os profetas futuros (Dt 18.15-19; 34.10). [2]
As principais características posteriores encontradas nos profetas foram, a priori, regulamentadas através da experiência profética de Moisés. Senão, vejamos:
a) Uma chamada específica e particular de Deus (Êx 3.14.17 cf. Is 6; Jr 1.4-19; Ez 1-3; Os 1.2; Am 7.14,15; Jn 1.1). Conforme esses textos, o objetivo primário da chamada profética era uma introdução à presença de Deus (Jr 23.18). Assim sendo, o profeta aparecia perante o povo na qualidade de um homem que se apresentara diante de Deus (Êx 4.10-16), tal como aconteceu a Moisés. O sinal preponderante que marcava a validade de um profeta e sua profecia era a chamada de Deus. Essa vocação dava ao profeta crédito de entrar diretamente na presença divina, a fim de receber a mensagem. Muitos profetas tinham consciência de sua chamada e não raras vezes registravam-na (Am 7.5, Is 6; Jr 1; Ez 3). Através dessa consciência profética ele se obrigava ao exercício de seu ministério, às vezes, contra a sua própria vontade, como por exemplo, o profeta Jeremias (Jr 20.7-18). [3]
b) Título de “Homem de Deus” (Dt 33.1 cf. 1 Sm 2.27; 9.6; 1 Rs 13.1). O título (’ish ha’Elohim) [4] exprime o conceito que os homens tinham dos profetas e expressa a estreita associação da respectiva pessoa com Deus; Eliseu recebeu esta designação cerca de vinte e nove vezes. Este título foi dado primariamente a Moisés e continuou sendo empregado até o fim da monarquia. A intenção era expressar a diferença de caráter entre o profeta e os demais homens. Isto é deixado perfeitamente claro nas palavras ditas pela mulher sunamita: “Vejo que este...é santo homem de Deus...” (2 Rs 4.9). [4]
As Três Classes de Profetas - Orais, da Escrita e Cúltica
Profetas Orais:
Gade (1 Sm 22.5);
Natã (2 Sm 12.1);
Ido (2 Cr 9.29);
Aías (1 Rs 11.29);
Semaías (1 Rs 12.22);
Elias (1 Rs 17.1);
Azarias (2 Cr 15.1);
Eliseu (2 Rs 4.8,9);

Profetas da Escrita: São aqueles que se preocuparam em registrar por escrito suas exortações, admoestações, consolações e previsões futuras. Os profetas da Escrita eram também profetas Orais. Destacamos como profetas da Escrita: Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, entre outros.
Profetas cúlticos: Os profetas cúlticos são aqueles em que a profecia estava moldada numa forma litúrgica. O texto de 2 Crônicas 20 pressupõe que os profetas cúlticos estavam ligados ao santuário, trabalhando juntamente com o sacerdote, e estavam incumbidos do aspecto sacrifical da adoração (2 Cr 29.21-24). Jaaziel era um levita, oficial do culto, dotado de uma capacidade profética (2 Cr 20.14). Percebe-se em alguns Salmos, uma indicação desse mesmo fenômeno (Sl 60.6; 75; 82). Em todos esses Salmos há uma seção em que uma voz fala na primeira pessoa do singular: trata-se da resposta oracular – o profeta associado com o culto, apresentando a declaração contemporânea de Deus ao seu povo. Esse organismo profético-litúrgico, foi instituído pela vontade de Deus, através do profeta Gade (2 Cr 29.25), quando instituiu as corporações dos cantores no Templo. [5]
Funções dos Profetas
a) Função designada pela linguística: As funções dos profetas devem ser entendidas a partir dos vocábulos bíblicos etimológicos que dão título ao ofício profético. Portanto, devemos definir claramente o significado do vocábulo “profeta”, para entendermos suficientemente a função do mesmo. Antes, porém, precisamos ter em mente, como afirma Baxter, que a profecia, no sentido bíblico, “é o produto e a expressão de uma inspiração direta e especial de Deus” [6] e nem sempre relaciona-se com a predição de fatos escatológicos ou futurísticos.
Baxter, com muita perspicácia, lembra-nos que segundo a correta etimologia do vocábulo profeta, o prefixo “pro” [7] não denota antecipação como na palavra “prover”, mas significa “lugar de”, como em “pronome”. [8] Com base nesse primeiro significado, unido ao termo grego “phemi” [9], cujo sentido é “falar”, podemos definir profeta como uma pessoa que fala no lugar de outra. Provavelmente é com este sentido que o termo é usado em Êxodo 7.1. Tendo isto em mente, entendemos porque a profecia não é de particular elucidação, mas que homens santos falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo (2 Pe 1.21).[10]
Outros termos correlatos à função de profetas, são:
  • Nabhi’ [11]: Um dos termos hebraicos para profeta é “nabhi’ ’’. Segundo Peisker, o vocábulo ocorre cerca de 309 vezes no Antigo Testamento, das quais 92 somente em Jeremias. [12] Por sua vez, “nabhi’ ” procede de certa raiz hebraica cujo significado original é “ferver, borbulhar, líquido em ebulição”. Robert Culver assinala que se essa posição estiver correta o profeta seria alguém que extravasa “palavras, como aqueles que falam com mente fervorosa ou sob inspiração divina, como os profetas e poetas”. [13] Profeta, portanto, quer dizer aquele que ferve com a inspiração ou com a mensagem divina, sugerindo assim, o despejar de palavras geradas por animação fervorosa ou por inspiração divina. [14] O termo hebraico em apreço foi captado pelo termo grego “prophetes” [15] que significa “falar por”, “representar”, ou ainda, “alguém que fala em lugar de outra pessoa” (Êx 4.16; 7.1). Segundo a etimologia de “nabhi’”, “a função de um profeta é agir como embaixador ou mensageiro divino, anunciando a vontade de Deus para o seu povo, especialmente em época de crise”. Eles falavam não de homem para homem, mas como pessoas investidas de autoridade de Deus, a fim de falar em seu nome aos pecadores. [16] Neste caso, “nabhi’ ” é considerado um orador a quem foi confiada uma missão. Desta forma, o Senhor fala ao “nabhi’ ”, o qual precisa transmitir exatamente o que recebe. Isto pressupõe o fluxo da inspiração profética como o ato pelo qual Deus coloca as palavras na boca de seus profetas. Deus disse a Moisés: “Suscitar-lhe-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras” (Dt 18.18). De modo semelhante, o Eterno disse a Jeremias: “Eis que ponho na tua boca as minhas palavras” (Jr 1.9).
  • Chozeh: O termo designativo hebraico “chozeh” [17] significa propriamente “vidente” e refere-se àquele que tem visões. O vocábulo indica o que está por trás do pronunciamento inspirado do profeta. O profeta era primitivamente chamado de “chozeh” ou “vidente” (1 Sm 9.9; 2 Sm 24.11; 2 Cr 33.18; 35.15), porque era sobrenaturalmente capacitado a ter visões e a ver aquilo que se encontrava além do conhecimento humano comum (Jr 23.18). Segundo Culver, o termo derivado de “hazâh”, é um dos três vocábulos para profeta no Antigo Testamento; citamos à guisa de exemplo, 1 Crônicas 29.29: “Os atos pois do rei Davi, [...] tanto os primeiros como os últimos, eis que estão escritos nas crônicas registradas por Samuel, o vidente [ro’eh], nas crônicas do profeta [nabî’] Natã, e nas crônicas de Gade, o vidente [chozeh]”. [18] Esta era a credencial de um profeta verdadeiro de Deus: introduzir-se infalivelmente no futuro e revelá­-lo (Dt 18.21-22). Essa habilidade autenticava sua mensagem como sendo divina, porquanto, somente Deus conhece o futuro. Por intermédio dessa função profética Deus chama a atenção para seu programa futuro em relação a Israel e às nações (Nm 12.6,7; 1 Sm 28.6-15; Jr 23.28).
A Mensagem dos Profetas
Os Profetas Anunciavam a Palavra do Senhor (Hb 1.1): É frequente, nas páginas do Antigo Testamento, a expressão “assim diz o Senhor”, como um recurso emblemático que ratifica a procedência da profecia e o caráter infalível da mesma. Além dessa expressão central, a mensagem dos profetas era acompanhada de atos simbólicos que, tal qual uma imagem esculpida no pálido mármore, era registrada concretamente no coração de pedra da nação judaica. O erudito Walter Wolff assinala que:
Os relatos das ações simbólicas dos profetas esclarecem o uso da linguagem profética em geral(...). Não apenas a pessoa, mas também o comportamento do profeta esclarece a nova intervenção do Yahweh na vida de seu povo. [19]

O refrão “assim diz o Senhor” era atestado de duas formas:
  • Através de palavras, com autoridade divina (2 Pe 1.21): Várias vezes os profetas punham seus oráculos em forma de parábolas ou alegorias, seguindo o estilo poético de sua época (Is 5.1-7; 2 Sm 12.1-7; Ez 16; 17).
  • Através de ações concretas ou atos simbólicos: Muitos profetas serviram-se de potentes recursos audiovisuais ao executarem atos simbólicos que encerravam a sua mensagem. Por exemplo:
ISAÍAS: Andou três anos descalço e nu por sinal e prodígio sobre a Etiópia (Is 20.3).
JEREMIAS: É recomendado a descer à casa do oleiro (Jr 18) a fim de receber a mensagem de Deus.
OSEIAS: É orientado para casar-se com uma mulher prostituta (Os 1.2), para que sua vida fosse uma viva pregação da infidelidade do povo e do amor do Senhor.
EZEQUIEL: Cercou uma cidade em miniatura (Ez 4.1-3); escavou através do muro da casa (Ez 21.1).
AÍAS: Ao rasgar sua roupa em doze pedaços, e entregar dez a Jeroboão (1 Rs 11.29).
Estes atos, também chamados de oráculos por ação (atos simbólicos), eram um auxílio visual, associado a eficácia da palavra entre os hebreus. O texto de 2 Reis 13.14s., ilustra eficazmente a relação exata em que o símbolo estava em relação à palavra, e em que ambos estavam em relação aos acontecimentos. A palavra corporificada no símbolo é extremamente eficaz e impossível que deixe de ser cumprida; realizará exatamente aquilo que o símbolo declarava. [20]
Os profetas anunciavam mensagens para a sua época: Uma das importantes funções dos profetas era a interpretação dos fatos pretéritos e presentes. Neste sentido, suas profecias podiam referir-se ao passado ou ao presente, assim como ao futuro. No primeiro caso, é uma palavra inspirada em antecipação. A mensagem profética, quando não se refere ao futuro é uma declaração da verdade sobre qualquer assunto, recebida por direta inspiração de Deus.
Especialmente na mensagem dos profetas pré-exílicos, vemos três temas principais:
Combate aos pseudoprofetas: Eram combatidos aqueles que se preocupavam em agradar ou em ser popular, dizendo aquilo que o povo gostava de ouvir (Os 4.5; Is 3.1-3; 9.14s; 28.7s; Jr 5.31; 6.13; 8.10; 23). Jeremias capítulo 23, descreve o falso profeta como:
  •  Imoral e que não reprova a imoralidade de outros (23. 10-14).
  •  Aquele que prega uma paz artificial fabricada pelos homens (v. 17).
  •  Alguém que profetiza sem ter ouvido e visto a palavra do Senhor, isto é, sem ter tomado conselho e ordem da parte de Deus (vs. 18-21).
  •  Aquele que se esforça por criar suas próprias profecias (Ez 13.2,3).
Combate à Idolatria: Os profetas cúlticos (2 Cr 20.14) exortavam os clérigos e os adoradores contra as influências pagãs no culto a Deus, como também ao culto correto na sua forma, mas destituído de sinceridade: hipócrita e vazio (Is 29.13). Muitas vezes, os profetas usavam expressões austeras para repreender a hipocrisia religiosa, o intenso ritualismo, o completo formalismo e a exacerbada carnalidade cúltica.
Combate às Falsas Esperanças: Especialmente aquelas que os falsos profetas alimentavam com suas mensagens, as quais, resumidamente, diziam: “paz, paz...” quando na verdade “não há paz” (Jr 6.14; 8.11; 14.13; 23.17).
Acerca de um Futuro Lúgubre: Os profetas que atuaram antes do cativeiro costumam ser chamados profetas do juízo. No reino do Norte os profeta Amós e Oseias alertavam para o cativeiro assírio que se aproximava. No reino do Sul, todos os profetas e, especialmente, Isaías e Jeremias, pregavam que o povo teria a mesma sorte do reino vizinho, caso não se voltasse para o Senhor.
Jeremias 23.33 assevera que alguns clérigos e parte do populacho zombavam de Jeremias por causa de suas palavras sombrias, perguntando-lhe: “Qual é a sentença pesada de Deus para hoje?” Contudo, é muito importante lembrar a razão das severas palavras dos profetas. A razão pela qual os profetas não principiam com uma mensagem de paz, é porque a paz verdadeira, a paz de Deus, vem somente através da santidade, retidão e arrependimento. Essas profecias declaram o juízo do “Desejado das Nações”. Profetizaram sobre a riqueza da glória entre os gentios (Cl 1.26,27), entretanto este mistério esteve oculto dos séculos e das gerações. Foram capazes de investigar acuradamente acerca da ocasião e em quais circunstâncias oportunas este projeto salvífico seria posto em execução, sem contudo discernirem os significados principais (1 Pe 1.10,11) e nem a época do cumprimento de seus ditos proféticos (Gl 4.4). Isto posto, os profetas predisseram tanto o sofrimento (Is 53) quanto a glória do Messias (Is 11), sem distinguir que Ele sofreria em sua primeira vinda e seria glorificado na segunda.
Os profetas recebiam suas mensagens do Senhor: Os profetas falavam movidos pelo Espírito Santo (2 Pe 1.21). Literalmente, a palavra “movido” significa “carregado” e designa a ação divina no processo da inspiração profética. A mensagem profética jamais foi produzida pela mente ou perspicácia do profeta, pois este falava somente o que o Espírito Santo desejava que falasse. Isto, porém, não anulava a individualidade e personalidade do mesmo, como afirma a teoria do ditado mecânico; antes, porém, privava-o de erros. A forma pela qual recebia a mensagem nem sempre está relatada. Alguns ouviam a voz do Senhor, como por exemplo Oseias e Jeremias, enquanto outros como Amós, Ezequiel e Daniel, tinham visões.
Os livros proféticos frequentemente mencionam a atividade de Deus na transmissão da palavra profética, a saber:
  •  “A mão do Senhor estava sobre o profeta” (Is 8.11; Ez 1.3; 3.14).
  •  “O Espírito do Senhor caiu sobre o profeta” (Ez 11.5).
  •  “A palavra do Senhor veio sobre o profeta” (Jl 1.1; Jn 1.1; Mq 1.1).
  •  “O profeta tomava conselho com o Senhor; não raras vezes, via e ouvia a palavra profética” (Jr 23.18).
  •  “Deus falou pelos profetas” (Hb 1.1).
  •  “O Espírito de Cristo neles estava” (1 Pe 1.11).
Acerca de um Futuro Promissor: Essa é a tônica dos profetas que atuaram durante e após o Cativeiro. A esperança para o futuro dizia respeito não apenas ao futuro próximo (volta do cativeiro), mas também a um futuro distante, quando as promessas dadas a Davi terão seu cumprimento, e o reino será restabelecido em glória. Muitas dessas profecias se cumpriram em Cristo e outras ainda estão por se cumprir.
Acerca da Dispensação da Graça (1 Pe 1.10): Nem sempre os profetas discerniram os significados de suas predições proféticas. Embora tivessem falado da extensão da graça sobre os gentios, não compreenderam tudo o que estava envolvido na salvação oferecida por Deus aos gentios, através do sofrimento do “Desejado das Nações”. Profetizaram sobre a riqueza da glória entre os gentios (Cl 1.26,27), entretanto este mistério esteve oculto dos séculos e das gerações. Foram capazes de investigar acuradamente acerca da ocasião e em quais circunstâncias oportunas este projeto salvífico seria posto em execução, sem contudo discernirem os significados principais (1 Pe 1.10,11) e nem a época do cumprimento de seus ditos proféticos (Gl 4.4). Isto posto, os profetas predisseram tanto o sofrimento (Is 53) quanto a glória do Messias (Is 11), sem distinguir que Ele sofreria em sua primeira vinda e seria glorificado na segunda.
Notas Bibliográficas
1.Cf. BAXTER, J. Sidlow. Examinai as escrituras: Jó a Lamentações. São Paulo:Vida Nova, 1993, v.3, p. 222.
2.Cf. DAVIDSON, F.; SHEDD, R. P.(eds.) O novo comentário da Bíblia. 3. ed., São Paulo: Vida Nova, 1997, p. 1318.
3.N o hebraico ’ish ha’elohim, literalmente, “homem de Deus”.
4.Cf. DAVIDSON, F.; SHEDD, R. P.(eds.) O novo comentário da Bíblia. 3. ed., São Paulo: Vida Nova, 1997, p. 1318.
5.Cf. mais informações sobre os profetas cúlticos In: DAVIDSON, F.; SHEDD, R. P.(eds.) O novo comentário da Bíblia. 3. ed., São Paulo: Vida Nova, 1997, p. 1325.
6.Cf. Baxter, J. Sidlow. Examinai as Escrituras: Jó a Lamentações. São Paulo:Vida Nova, 1993, v. 3, p. 220.
7.Do grego pro, literalmente “antes”; “em frente”; prefixo de várias palavras.
8.Cf. Baxter, J. Sidlow. Examinai as Escrituras: Jó a Lamentações. São Paulo:Vida Nova, 1993, v. 3, p. 220.
9.Do grego, literalmente “ dizer”; “afirmar”; “querer dizer”; “dar a entender”.
10.Baxter, J. Sidlow. Op. Cit., p. 219.
11.Do hebraico, literalmente, “porta-voz”, “orador”, “profeta”.
12.Cf. PEISKER, C.H. Verbete: Profeta. In: COENEN, Lothar; BROWN, Colin. Dicionário internacional de teologia do Novo Testamento. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 2000, Volume II (N-Z), p. 1879.
13.Cf. CULVER, R. Robert. Verbete: Nabh’. In HARRIS, L. R. (et al) Dicionário internacional de teologia do Antigo Testamento. São Paulo:Vida Nova, 1998, p. 905.
14.Baxter, J. Sidlow. Op. Cit. p. 219.
15.No grego do Novo Testamento, prophetes, literalmente “falar por”, “profeta”.
16.Cf. Baxter, J. Sidlow. Examinai as Escrituras: Jó a Lamentações. São Paulo:Vida Nova, 1993, v. 3, p. 219.
17.No hebraico do Antigo Testamento, literalmente, “vidente”; “aquele que enxerga, que escolhe”.
18.Cf. CULVER, Robert D. Verbete: Chozeh. In: HARRIS, R. Laird (et al) Dicionário internacional de teologia do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1998, p. 447.
19.Cf. WOLFF, Hans Walter. Bíblia Antigo Testamento: introdução aos escritos e aos métodos de estudo. 3.ed., São Paulo: Editora Teológica, 2003, p. 84-5.
20.Sobre as diversas atribuições do símbolo como linguagem semita confira BENTHO, Esdras Costa. Hermenêutica fácil e descomplicada: como interpretar a Bíblia de maneira prática e eficaz. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p. 218-26.

Estrutura Homogênea e Estratificada


Na sociedade homogênea há maior proximidade entre as pessoas e as relações são mais intensasAo pensarmos nas diferenças entre uma estrutura homogênea e uma estrutura estratificada, tomaremos por base principalmente as posições sociais ocupadas pelos indivíduos, uns em relação aos outros, isto é, referindo-se à forma como a sociedade está divida e organizada. Logo, na estrutura homogênea, os aspectos e fatores que diferenciam os indivíduos não são em mesmo número ou natureza daqueles presentes em uma estrutura estratificada.
Um dos aspectos está na forma como se apresenta a divisão do trabalho. Nos agrupamentos sociais de períodos, como na Idade Média, quando predominava o feudalismo, não havia uma grande divisão do trabalho, nem uma especialização, pois todos os integrantes do grupo familiar trabalhavam juntos na produção da lavoura ou na criação de animais. Predominava uma sociedade do tipo estamental, na qual não há mobilidade social. O produto do trabalho era para todos, havendo uma divisão de trabalho mais simples, apenas uma divisão de tarefas. A organização da sociedade era dada por meio de estamentos e não de classes sociais, como na sociedade industrial. Nas sociedades mais simples, de estrutura homogênea, predomina um tipo de solidariedade social que Èmile Durkheim chamou de mecânica, na qual os laços sociais são mais intensos, havendo maior proximidade e menor diferença entre as pessoas. Daí maior homogeneidade. Outro exemplo interessante seriam as tribos indígenas, nas quais os sentimentos de pertencimento e de união são muito fortes.
Já nas sociedades de estrutura estratificada, predomina uma alta especialização do trabalho. A sociedade industrial que nasce na Europa, fruto do desenvolvimento do capitalismo, é o exemplo mais clássico. Nela predominaria uma maior divisão do trabalho, que possuiria uma função integradora, pois coloca em contato indivíduos diferentes, especialistas na produção de cada parte que compõe o todo do produto. Nesse tipo, predomina uma sociedade que Èmile Durkheim classificaria como solidariedade orgânica, na qual os laços sociais seriam mais frouxos.

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Ter-se-ia a formação de uma sociedade de classes, como afirmaria Karl Marx, sociedade esta caracterizada pela constituição de uma classe burguesa (dona dos meios de produção) e outra proletária (que apenas daria força de trabalho). A diferença entre esses estratos sociais se daria não apenas pela posição de cada um na produção da vida material, mas também em relação à renda e ao acesso aos produtos, aos bens materiais. Obviamente, a diferença entre as classes sociais teria como base a desigualdade social gerada pela acumulação de riqueza e da propriedade privada, fato que certamente não gera uma sociedade homogênea em vários aspectos (matérias, valores, expectativas, etc.).
Logo, o desafio contemporâneo dos governantes das sociedades estratificadas estaria em conseguir diminuir o fosso que separa os mais ricos dos mais pobres. Se por um lado a mesma homogeneidade das sociedades mais antigas não é mais uma realidade (e talvez algo utópico), seria importante resgatar os valores que garantem um maior laço social, fundamental à coesão e à existência de uma vida social mais justa.

Paulo Silvino Ribeiro
Colaborador Brasil Escola
Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Sociologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Doutorando em Sociologia pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
RIBEIRO, Paulo Silvino. "Estrutura Homogênea e Estratificada"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/estrutura-homogenea-estratificada.htm>. Acesso em 16 de agosto de 2017.


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domingo, 18 de março de 2018

Teoria do Conhecimento - Aula 4 - Na História da Filosofia Antiga e Medieval

Professor Julio Cesar Martins

quinta-feira, 15 de março de 2018

segunda-feira, 12 de março de 2018

Filosofia Política em PDF

Filosofia Política

domingo, 11 de março de 2018

Igreja de Cristo internacional

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1. Antecedentes
Movimento de Restauração: nos Estados Unidos do início do século 19, na época do Segundo Grande Despertamento, os presbiterianos Barton Stone e Thomas Campbell, criaram dois grupos, denominados respectivamente “Cristãos” (1804) e “Associação Cristã de Washington” (1809), que se associaram informalmente em 1831 como Discípulos de Cristo/Igreja Cristã. Alegavam estar restaurando o cristianismo autêntico, original. Desse grupo surgiram duas igrejas: Igrejas de Cristo – “não-instrumentais” (1906) e Igrejas Cristãs/Igrejas de Cristo – “independentes” (1927). Em 1968, o grupo original reestruturou-se como uma denominação: Igreja Cristã (Discípulos de Cristo).

As Igrejas de Cristo, surgidas em 1906, eram conservadoras e interpretavam o Novo Testamento como única fonte do que era permissível em matéria de culto e doutrina. Assim sendo, rejeitaram inteiramente o uso de instrumentos musicais e concluíram que não havia justificativa para qualquer organização além da congregação local.

2. História
No final dos anos 1960, várias dessas igrejas independentes criaram um grupo para evangelização de universitários chamado “Evangelismo no Campus”. Um desses grupos foi formado em Gainesville, Flórida, em 1967, e ficou conhecido como Igreja de Cristo Crossroads. Tinha a liderança de Charles (Chuck) Lucas, ministro entre os estudantes da Universidade da Flórida. O nome inicial do movimento de discipulado ficou sendo, portanto, “Movimento Crossroads”.

Um estudante dessa universidade alcançado por Lucas e treinado nos métodos de discipulado foi Kip McKean (batizado em 1972). Em abril de 1977, quando trabalhavam entre estudantes em Charleston (Illinois), McKean e Roger Lamb foram demitidos por sua igreja patrocinadora, a Igreja de Cristo de Memorial Drive, em Houston, no Texas. Isso ocorreu numa época em que os meios de comunicação começaram a divulgar as crescentes evidências de práticas sectárias e manipulação emocional por parte do movimento.

Em 1979, aos 25 anos, McKean foi enviado para Lexington, Massachusetts, um subúrbio de Boston, onde, utilizando os métodos de discipulado, iniciou uma igreja que teve rápido crescimento – a Igreja de Cristo de Boston. Três anos mais tarde, o “Movimento de Boston” começou a plantar “igrejas colunas” – igrejas em cidades importantes de todo o mundo. As primeiras foram as de Chicago, Londres e Nova York.

O caráter separatista do movimento foi ficando cada vez mais evidente. Muitos membros de outras Igrejas de Cristo, bem como de outras comunidades, passaram a deixar os seus grupos de origem e aliar-se a McKean. Em 1985, com o desligamento de Chuck Lucas da Igreja Crossroads por causa de má conduta sexual, McKean tornou-se o líder do movimento de discipulado. Contrariando o sistema congregacional das Igrejas de Cristo, passou a concentrar todas as coisas em Boston.

Para consolidar a sua liderança, McKean empreendeu uma série de mudanças no movimento – a “obra de restauração”. Separou-se definitivamente das Igrejas de Cristo tradicionais, considerando-as uma denominação morta. Começou a rebatizar todos os que faziam parte do movimento, inclusive os líderes, que agora seriam escolhidos e treinados pessoalmente por ele. Quem não quisesse se submeter deveria sair do movimento, não sendo mais considerado um cristão. Em 1986, foi iniciado um programa denominado “Reconstrução”, que visava substituir pastores das Igrejas de Cristo por ministros treinados pelo Movimento de Boston.

Em 1988, a Igreja Crossroads, que havia patrocinado o início da Igreja de Boston, desligou-se oficialmente do grupo. No mesmo ano, McKean criou um sistema de governo em forma de pirâmide, estando ele mesmo no topo, como Evangelista Mundial de Missões; sua esposa, Elena Garcia McKean, passou a ser a Líder Mundial do Ministério de Mulheres. Dividiu as nações do mundo em oito setores, designando um casal de líderes para cada setor.

Em 1989, em seu Relatório Decenal, Kip McKean recordou o rápido crescimento da Igreja de Boston: “Um entendimento crescente do verdadeiro discipulado do Novo Testamento permitiu que o Espírito trouxesse 103 pessoas a Cristo já no primeiro ano! A multiplicação continuou no segundo ano quando 200 foram batizados; 256 no terceiro; 368 no quarto; 457 no quinto; 679 no sexto; 735 no sétimo; 947 no oitavo; 1424 no nono; e em nosso décimo ano 1621 foram batizados em Cristo!” (citado por Jerry Jones, What Does the Boston Movement Teach? Vol. 1, p. 125).

Em 1990, McKean mudou-se para Los Angeles, de onde passou a dirigir o movimento. A Igreja de Los Angeles é considerada a mega-igreja do movimento, com uma assistência de 12.000 pessoas. Em 1993, numa conferência realizada naquela cidade, foi adotado o nome Igreja de Cristo Internacional. No ano seguinte, as igrejas ligadas ao grupo deixaram de constar do catálogo das Igrejas de Cristo nos Estados Unidos.

Algumas estatísticas recentes falam em mais de 330 igrejas em 140 países, com 150.000 participantes nos cultos dominicais, inclusive 34 igrejas com freqüência média de no mínimo 1000 pessoas. A ICI planeja iniciar igrejas em todas as cidades com mais de cem mil habitantes.

Em novembro de 2002, McKean demitiu-se da liderança da ICI, sendo substituído por Al Baird, presbítero e porta-voz da igreja. McKean alegou que, em virtude da sua arrogância e outras atitudes, havia causado males tanto ao Reino como à sua família. Esses pedidos públicos de perdão são comuns entre os líderes da igreja.

3. Outros nomes
Esse movimento é conhecido por muitos outros nomes, tais como Ministérios de Multiplicação, Movimento de Discipulado, Campus Advance, Christian Advance, Clube Upside Down, Alfa Ômega, Movimento Cristão nos Campus, Esperança no Campus, Estudantes em Prol do Cristianismo Hoje. Sua publicação oficial é a revista Upside Down (De cabeça para baixo), anteriormente denominada Discipleship (Discipulado).

4. No Brasil
A ICI iniciou oficialmente suas atividades no Brasil em 1987, quando um grupo de 15 pessoas, liderado por Miguel e Anne-Brigitte Tagliaferro, desembarcou em São Paulo. No ano seguinte os Tagliaferro foram para a África e John e Bárbara Porter assumiram a liderança em São Paulo. Em 1993, o casal Porter voltou para os Estados Unidos, sendo substituído por Othon e Gabriela Neves, que ficaram na liderança do Grupo Geográfico do Brasil.

A ICI expandiu-se para outras cidades: Rio de Janeiro (1991), Belo Horizonte (1994), Salvador (1997), Recife e Brasília, atraindo principalmente jovens desiludidos com a religião de modo geral, muitos deles universitários. Já conta com uma freqüência dominical de mais de 4000 pessoas através do país; todavia, também tem perdido muitos membros. Utiliza somente a Bíblia na Linguagem de Hoje.

Em 1996, utilizando o nome HOPE Worldwide, uma organização não-governamental com sede em São Paulo, criada para ser o braço beneficente da igreja, a ICI promoveu uma campanha de doação de sangue, reunindo cerca de 32.000 pessoas em São Paulo. Para esse evento, contratou um show do grupo musical baiano Olodum, a fim de atrair as pessoas para evangelizá-las.

5. Doutrinas e práticas
(a) Exclusivismo: a seita se considera a única igreja verdadeira, o renascimento da igreja do primeiro século, que teria apostatado ao ser absorvida pelo Império Romano. Considera falsas todas as demais igrejas, cujos membros são apenas religiosos sem salvação. Estes são todos iguais: frios na fé, confusos, desunidos, sem vida cristã.

(b) Regeneração batismal: quando alguém recebe Cristo, a resposta deve incluir fé, arrependimento, confissão e batismo. Sem o batismo com água, os pecados não são perdoados e a pessoa não tem a salvação. Além disso, o único batismo verdadeiro e válido é aquele ministrado pela seita. Todos os que vêm de outras igrejas são rebatizados.

(c) Discipulado agressivo: todo novo convertido deve submeter-se a alguém que é “mais maduro no Senhor”. Através de uma série de estudos bíblicos de crescente rigidez, o discípulo é “quebrado” emocionalmente. O líder exerce controle não somente na área espiritual, mas sobre atividades diárias e particulares (onde morar, quem e quando namorar, que matérias fazer na escola, e mesmo com que freqüência ter relações com o cônjuge). Muitos discípulos chegam a deixar a família, emprego ou estudos para dedicar-se plenamente à organização.

(d) Autoridade e submissão: os membros devem submeter-se incondicionalmente aos líderes, mesmo quando estes não agem inteiramente de maneira cristã ou quando a coisa ordenada não esteja de acordo com Cristo. Falando sobre a igreja, Al Baird disse: “Não é uma ditadura. É uma teocracia, com Deus no comando”. Também afirmou: “No caso de os líderes espirituais abusarem da sua autoridade, não é uma opção rebelar-se contra a sua autoridade”. A menos que prestem essa obediência cega, os discípulos são taxados de espiritualmente fracos e rebeldes.

(e) Técnicas de controle: o método usado para manter o rebanho em ordem é a

confissão dos pecados ao discipulador. Os pecados revelados não são mantidos confidenciais, mas podem ser comunicados à hierarquia da igreja, que, com freqüência, os usa contra os discípulos para mantê-los sob controle. O controle da mente e a submissão absoluta ao líder produzem despersonalização, quebra de vínculos afetivos, invasão da intimidade, abandono de carreiras e ideais pessoais, e outros efeitos danosos.

6. Outras características
(a) A seita trabalha preferencialmente com jovens, atraindo pessoas através de convites para estudos bíblicos, festas e reuniões da igreja. Atua em universidades, shoppings, lanchonetes e outros locais com grande concentração de jovens. Por causa de seu proselitismo agressivo, foi banida de muitas universidades americanas. A Universidade de Boston não a admite no seu campus desde 1987.

(b) Jovens recém-batizados são induzidos a fazer outros discípulos, porque, segundo a ICI, “um discípulo que não faz discípulos não é um verdadeiro discípulo”.

(c) Os membros são instruídos a contribuir maciçamente para a igreja, ofertando de 10 a 30% da sua renda bruta, mais uma contribuição especial anual. A doação é monitorada cuidadosamente pelos líderes.

(d) Não constroem templos, fazendo suas reuniões em salões, cinemas, clubes e templos alugados de outras igrejas.

(e) Não crêem na doutrina do pecado original, afirmando que é uma doutrina católica.

7. O que se deve fazer
· Alertar e orientar os membros das nossas igrejas sobre os perigos representados pela ICI, suas doutrinas e seus métodos.

· Reconhecer que a ICI tem ênfases que são importantes para todos nós: evangelização, ministério estudantil, discipulado. Sem as distorções praticadas por esse movimento, tais atividades são essenciais para o cumprimento da nossa missão.

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