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terça-feira, 14 de setembro de 2021

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - Continuação

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - Continuação





O imediato pós-guerra: 1945-1947

Em fevereiro de 1947, o Tratado de Paz de Paris encerrou simbolicamente os turbulentos anos nas relações internacionais iniciados em 1939. Desaparecia definitivamente o mundo eurocêntrico, e as relações internacionais teriam a paz garantida por um equilíbrio de poder baseado no duopólio EUA-URSS. O mundo seria divido entre as esferas de influência de Moscou e Washington e começaria um novo período no sistema internacional, que ficaria conhecido como “Guerra Fria”.

Smart 07

Sobre o Brasil na II Guerra Mundial, não deixe de ver. 
Revista Veja criou um sítio interessante sobre a II Guerra Mundial. Vale a pena conferir.

 





No próximo artigo, concentraremos nossa atenção no estudo do Sistema Internacional pós-II Guerra Mundial. Vamos lá!

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - Continuação

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - Continuação


O imediato pós-guerra: 1945-1947





A Conferência de Yalta, em fevereiro de 1945, apenas consagrou todo esse quadro: o multilateralismo das negociações cedeu diante do unilateralismo do poder soviético na Europa Oriental. O Exército Vermelho já ocupava a maior parte da região, e sua chegada a Berlim era questão de dias. O tempo das relações internacionais já era outro: a política das áreas de influência na Europa se tornaria o modelo da política mundial nas décadas seguintes. Esse foi o primeiro grande legado da II Guerra Mundial. O segundo foi a materialização bipolarizada desse modelo, que será melhor explorada na Unidade seguinte.

Os aliados, nas reuniões de São Francisco, entre abril e junho de 1945, e em Potsdam, entre julho e outubro de 1945, tinham como projeto a criação de instrumentos para o gerenciamento da paz no pós-guerra. A lógica das alianças e da diplomacia secreta cederia lugar ao esforço de reconstrução das relações internacionais com base no compromisso e no diálogo.

As reuniões de São Francisco criaram a Organização das Nações Unidas (ONU), materializando o sonho wilsoniano, e deixaram evidente a perda de importância da Europa no sistema internacional que então se delineava, apesar de ter sido garantida a participação da Grã-Bretanha e da França no Conselho de Segurança da Organização.

Interessante observar que, apesar de sua concepção idealista, o que se evidenciava na Assembleia Geral, onde cada membro tinha um voto, dentro do princípio da igualdade soberana entre os Estados, a ONU moldou-se em uma estrutura de poder realista, uma vez que tinha um Conselho de Segurança, o órgão legítimo para deliberar sobre o uso da força, no qual o poder concentrava-se na mão dos cinco grandes vitoriosos da II Guerra Mundial: EUA, Grã-Bretanha, URSS, França e China. Esses países tinham assento permanente no Conselho e poder de veto, mostrando a clara diferença entre eles e os demais Estados-membros da Organização e a desigual configuração de poder no Sistema Internacional.





Portanto, a Carta de São Francisco, assinada em 26 de junho de 1945, criou a ONU e tornou-se um dos grandes instrumentos de regulação da nova era das relações internacionais: firmava-se o primado do Realismo sobre o Idealismo que marcara a Sociedade das Nações. O sistema do veto do Conselho de Segurança, que substituía o sistema da unanimidade anterior, construía um diretório dos cinco grandes vencedores de 1945 (EUA, URSS, China, Grã-Bretanha e França), para garantir o congelamento do poder e um compromisso de controle da segurança mundial.

terça-feira, 7 de setembro de 2021

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - Continuação

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - Continuação


O Dia D

Se os soviéticos avançavam no front oriental, a abertura de um frontocidental era uma exigência de Stalin e uma necessidade na estratégia aliada. O desembarque no continente já começara no sul da Itália, mas se esperava realmente por uma invasão no norte da França que perfuraria a inexpugnável “fortaleza do Atlântico” e estabeleceria as cabeças de ponte para a reconquista da Europa Ocidental e o avanço de estadunidenses, britânicos e seus aliados rumo à Alemanha.

No mapa é possível ver as linhas dos fronts de 1942 a 1945. 


Mapa 26: A Guerra na Europa de 1942 a 1945







Fonte:

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - Continuação

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - Continuação


A Segunda Fase: 1941-1945




Com a invasão, os EUA apoiaram a resistência soviética, e a URSS foi incluída na aliança ocidental já em outubro de 1941. Logo grande quantidade de recursos, de alimentos a armamentos, seriam enviados em socorro aos soviéticos. Os aliados sabiam que, se a URSS caísse, a hegemonia alemã no velho mundo seria incontestável.

A ajuda ocidental funcionou. Esta, associada ao ímpeto e à determinação do povo soviético e ao sacrifício de mais de 20 milhões de vidas, contribuiriam para a resistência e a contraofensiva da URSS. Em território russo, Hitler perdeu, pela primeira vez, uma Blitzkrieg, mais devido ao despreparo das forças alemãs diante das péssimas condições das estradas soviéticas e do terrível inverno russo do que em virtude da capacidade de reação de Stalin.

Outro significativo ponto de inflexão na II Guerra Mundial deu-se com o ataque japonês à base norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941. Dentro dos planos japoneses de projeção de poder no continente asiático e no Pacífico, o projeto da Grande Ásia, o choque com os interesses estadunidenses era apenas uma questão de tempo. A operação contra Pearl Harbour tinha por objetivo neutralizar os EUA no Pacífico, passo importante para a ulterior anexação das Filipinas, da Malásia e de Hong Kong.


Pearl Harbor, considerado um ataque pérfido do Japão contra um país que até então se dizia neutro na II Guerra Mundial, chocou e comoveu a opinião pública dos EUA, conduziu o país para a II Guerra Mundial, por meio da declaração formal de guerra anunciada pelo Presidente Roosevelt a 8 de dezembro de 1941, e acarretou a união das duas guerras paralelas, a da Ásia e a da Europa, numa só. O gigante estadunidense fora despertado e agora envidaria todos os esforços para por fim às pretensões das ditaduras fascistas de dominar o mundo. A nova política da Grande Potência do continente americano, rompido o isolacionismo, tinha uma característica peculiar: raio planetário. Os EUA estavam novamente em guerra.




No período de maio de 1942 a meados de 1943, a guerra caracterizou-se por movimentos marcantes. A contenção do avanço japonês pelos aliados, o desembarque das tropas anglo-americanas na Argélia e no Marrocos, neutralizando a expansão do Reich no norte da África, e a capitulação das tropas alemãs em Stalingrado anunciaram a reação aliada e a mudança do curso da guerra a seu favor.

Em 1944, o rolo compressor dos soviéticos forçou o recuo gradual das tropas alemãs na Ucrânia, na Bielo-Rússia e na Polônia. Enquanto Tóquio perdia seus satélites, Moscou aumentava os seus, por um erro estratégico das forças aliadas: desde janeiro de 1943, Stalin denunciava o abandono do flanco oriental, o que, no final das contas, tornou a luta contra o Eixo uma forma de sobrevivência do modelo planificado e socialista de Estado. Isso lhe custou a vida de vinte milhões de soviéticos, quase dois quintos do total da guerra.

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - Continuação

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - Continuação


A Queda da França (continuação)







A derrota francesa significou uma ruptura da velha ordem internacional do século XIX. O equilíbrio de poder que havia moldado a sociedade europeia, com valores e regras de conduta comuns, ruiu definitivamente.

No Ocidente, a Itália e a Alemanha julgavam-se capazes de formular uma nova ordem internacional. Ademais, a instabilidade europeia ocasionada pela guerra criou o ambiente para as independências afro-asiáticas nas décadas seguintes e para que Stalin começasse a dar a sua contribuição para a modificação do mapa político europeu: agiu sobre os países bálticos, sobre a Grécia e comandou várias anexações na Romênia e na Bessarábia (transformada em Moldávia).

No Oriente, a política japonesa de substituição das potências ocidentais na Ásia – “Ásia aos asiáticos” – levou aos privilégios econômicos sobre portos aéreos e marítimos. A ocupação alemã da França deixara o Japão livre no sudeste asiático. O Japão acreditava no nascimento de um novo império, não mais contra a URSS ou a China, mas a favor de prosperidade econômica, que, não obstante a derrota ao final da guerra, pode ser sentida até os dias de hoje. 
 
Animação II Guerra Mundial
 Veja a interessante animação sobre a Segunda Guerra Mundial dando dois cliques na imagem ao lado. Clique em qualquer lugar do mapa e acompanhem a movimentação das tropas alemãs e, depois, a dos aliados. ATENÇÃO: após assistir à animação, clique a tecla ESC para retornar ao curso!

A Segunda Fase: 1941-1945

Em 1941, desapareceu o mundo que o século XIX construiu e o período de transição iniciado na I Guerra Mundial (1914-1918). Havia um vazio de poder no mundo com a França invadida e a Grã-Bretanha falida. A crise do mercado financeiro comandado por Londres e, portanto, o fim da zona esterlina fizeram ruir a ordem liberal criada pelos ingleses, que até precisaram começar a usar reservas monetárias para pagar pelos produtos norte-americanos (cash-and-carry), o que começou a preocupar os EUA.

As práticas comerciais começaram a mudar e a ter um novo articulador, quando, a partir de março de 1940, os EUA iniciaram o sistema do lend-lease (empréstimo e arrendamento) com os países que apresentassem interesse à defesa vital dos EUA (SARAIVA, 1997). Plantavam-se as sementes do que viria a ser o Plano Marshall e de um Sistema Internacional sob a égide de uma Superpotência, novo conceito em relações internacionais.

Também em 1941, dois eventos importantes provocariam nova mudança no equilíbrio de forças da guerra e da própria ordem internacional: a invasão da URSS conduzida pelos alemães e o ataque japonês à base estadunidense de Pearl Harbor, que provocaria a entrada dos EUA no conflito. E o ano seguinte começaria com uma fase em que a guerra se tornara global (vide o Mapa 25 – em vermelho, a zona de dominação alemã; em rosa, a zona de dominação japonesa, em azul, a zona de guerra marítima; e em verde os aliados em guerra contra a Alemanha e o Japão).
Mapa 25: A II Guerra Mundial – O Mundo em 1942




Em 22 de junho de 1941, tropas alemãs deram início à Operação Barbarossa, avançando sobre o território da URSS: a necessidade alemã de espaço vital chocava-se com a necessidade soviética de espaço vital. A operação desencadeava-se em três grandes frentes: em direção a Leningrado, Moscou e às reservas de petróleo da Ucrânia. A máquina de guerra alemã encontrou pouca resistência. De fato, em muitas partes da URSS, os alemães que chegavam eram vistos como liberdadores daqueles povos do jugo de Moscou e do totalitarismo stalinista. Logo essa percepção mudaria, graças à violência dos alemães nos territórios ocupados, motivada sobretudo pelo discurso ideológico nazista de destruição ou escravização daqueles considerados “inferiores” aos arianos.

Stalin foi pego de surpresa com a invasão da URSS. O líder georgiano não acreditava que seu país seria atacado pelos alemães, apesar dos relatórios da inteligência soviética que afirmavam ser o ataque iminente. O Exército Vermelho, por sua vez, estava em situação de extrema fragilidade, particularmente em virtude dos expurgos stalinistas da década de 1930, que desarticularam o Estado-Maior e aniquilaram o melhor que havia da oficialidade. Demoraria algum tempo para as forças soviéticas se recomporem.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - Continuação


A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - Continuação


A Queda da França

Em pouco mais de trinta dias, após o início das operações contra a França, Paris já era dos alemães. O êxodo de 8 milhões de franceses enterrava o moral francês. Em manobra de pinça, e por meio da Blitzkrieg, a guerra-relâmpago, as forças alemãs dividiram ao meio as tropas francesas e as empurraram, juntamente com a Força Expedicionária Britânica, para a costa do Mar do Norte, no que culminou na maior operação de retirada da história, quando centenas de embarcações foram envolvidas no resgate de soldados britânicos e franceses em Dunquerque, numa fuga desesperada para deixar o continente e escapar dos alemães. Dunquerque foi a maior humilhação por que passaram britânicos e franceses na guerra. 

De fato, o divórcio intelectual e estratégico franco-britânico concretizou-se com a evacuação das tropas aliadas, em especial da Força Expedicionária Britânica, em Dunquerque, no nordeste francês. 


Dois dias antes de se iniciar a evacuação de Dunquerque, em 24 de maio 1940, Hitler ordenou a contenção do avanço das vanguardas em direção à cidade. Boulogne, Calais, Dunquerque e Ostende eram os quatro portos no lado oposto da parte estreita da Mancha (cabeças-de-ponte para os ingleses no continente europeu) que, em 23 de maio, ainda não haviam sido capturados pelos alemães. Acreditava-se, nesse momento, que a grande tarefa da Luftwaffe, a Força Aérea Alemã, estava começando: o aniquilamento dos ingleses no norte da França pelo ar. Todavia, a concretização da evacuação provou para os ingleses a falta de eficácia da Luftwaffe ou, como acreditam alguns historiadores, que Hitler não estava disposto a aniquilar os ingleses, pois esperava que se tornassem aliados do Reich.

Winston Churchill, que se tornara primeiro-ministro após o início da guerra, quis evitar a qualquer custo que os navios franceses se rendessem aos alemães nos portos e acabou por afundar alguns deles, o que agravou a anglofobia francesa. Ao final, a libertação de 340 mil soldados britânicos e franceses seria fundamental para os andamentos posteriores da guerra, tendo particular importância política para o duelo entre Churchill e Hitler.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - Continuação

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - Continuação






EUA e URSS

A estratégia hitleriana de dominação do Leste forçou a URSS a aproximar-se do Ocidente, fazer alianças e aderir à Sociedade das Nações em 1934. Todavia, os objetivos soviéticos de política exterior apresentavam uma dualidade: formar uma frente antinacional-socialista ou atuar como o fiel da balança entre os “dois campos burgueses do capitalismo”. O fato foi que os ocidentais se recusaram a fechar um pacto, para a decepção dos soviéticos, e acabaram deixando soltos Hitler na Europa, Mussolini na Etiópia e o Japão na China. A partir daí, a URSS reforçou seu isolacionismo político, comercial e financeiro, renunciando ao ideal do internacionalismo proletário. E, surpreendentemente, aproximou-se da Alemanha, que, durante certo tempo, também fora isolada pelas Potências europeias. Essa associação entre as duas Grandes Potências totalitárias da Europa, Alemanha e URSS, que culminaria no pacto de não agressão entre os dois países, em 23 de agosto de 1939, gerou preocupação nos países do continente.

Apesar de ampliarem sua presença na economia mundial, sob a ótica política, os EUA adotaram o isolacionismo, buscando não interferir nas relações internacionais do Velho Mundo, particularmente na política europeia. Ademais, o projeto político-comercial pan-americano dos EUA os mantinha longe da Europa. De fato, mesmo após o início da II Guerra Mundial, a opinião pública estadunidense permaneceu disposta a não se envolver no conflito, pois encontrava-se dividida sobre que lado apoiar. Registre-se que o Presidente Franklin Delano Roosevelt se reelegeu com um discurso de que os EUA não participariam da guerra na Europa.


As relações entre as Potências Europeias

1934 foi o ano do rearmamento alemão: após se retirar da Sociedade das Nações no ano anterior, Hitler rompeu unilateralmente com os acordos de Versalhes e Locarno, assinou um pacto de não agressão com a Polônia (aliada tradicional da França) e encontrou-se com Mussolini para evitar choques de interesses na área do Rio Danúbio. A França, em reação, aproximou-se da URSS e propôs, em vão, um pacto geral sobre o Leste europeu. A Itália, em resposta, propôs um Pacto dos Quatro Grandes (Grã-Bretanha, França, Alemanha e a própria Itália), que havia sido tentado no âmbito da Sociedade das Nações, com o fim de rever tratados e liderar a Europa, o que não foi aceito pelos países menores. 

Na Conferência de Stresa, em abril de 1935, Itália, França e Grã-Bretanha recusaram a denúncia unilateral alemã dos tratados. A Grã-Bretanha, todavia, celebrou um acordo naval em junho do mesmo ano com Berlim, considerado uma traição política pelos franceses, italianos e até pelos soviéticos. Em outubro, a Itália invadiu a Etiópia, membro da Sociedade das Nações, e não recebeu qualquer condenação ou sanção. A segurança coletiva europeia desmoronava. 

O clima esquentou em 1936, com a Guerra Civil Espanhola. Era o primeiro experimento de uma guerra civil verdadeiramente europeia, uma vez que nela se confrontaram militarmente as correntes ideológicas de direita e esquerda, com fornecimento de armas de ambos os lados (da URSS para os republicanos e da Itália e da Alemanha para os franquistas). Fenômeno semelhante só voltaria a ser visto na época da Guerra Fria. 



Fontes de referência, estudos e pesquisa:

@Dizer o Direito

@profjuliomartins

http://www.profjuliomartins.com

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - Continuação

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - Continuação


A Política Exterior do III Reich




Após a consolidação do regime nacional-socialista no campo doméstico e a recuperação econômica da Alemanha, Hitler prosseguiu com seu projeto de hegemonia alemã sobre a Europa centro-oriental. Em 1938, com base no princípio de que todos os povos alemães deveriam estar unidos sob um único governo, o III Reichanexou a Áustria e parte da Tchecoslováquia – esta última com o consentimento formal da Grã-Bretanha, França e Itália, na Conferência de Munique. Hungria e Romênia aliaram-se à Alemanha, que já havia estabelecido o Eixo Roma-Berlim (ao qual Tóquio aderiria pouco depois). Finalmente, em 1939, a Alemanha se aproximou da URSS, com Berlim e Moscou negociando a partilha da Polônia.

Os regimes democráticos só buscaram unidade de ação contra Hitler após a aliança com os soviéticos e a invasão da Polônia, em 1º de setembro de 1939. De fato, franceses e britânicos foram surpreendidos pelo pacto germano-soviético e, percebendo que não seria mais possível – pelo menos naquele momento – o tão esperado confronto entre os dois Estados totalitários, tiveram que deixar de lado a política do apaziguamento. Logo depois de divulgado o acordo germano-soviético, Grã-Bretanha e França ofereceram garantias para a Polônia, e os EUA solicitaram a Hitler que, por dez anos, não atacasse 29 nações, cuja lista lhe fizeram chegar.

Às vésperas da guerra, pareciam evidentes os objetivos da política externa alemã:

· reduzir a influência da França no continente;
· buscar a neutralidade da Grã-Bretanha;
· instaurar um império alemão a Leste, incluindo o território soviético.

A partir da improvável e surpreendente aliança com os soviéticos, a Alemanha pôde desencadear a invasão da Polônia. A reação de britânicos e franceses foi tardia. Os soviéticos logo atacariam os poloneses pelo leste, incorporariam os Estados Bálticos a seu território e, em novembro de 1939, a Finlândia seria atacada. Começava a II Guerra Mundial.

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